quinta-feira, 22 de abril de 2010

Carta ao Criart

Outra página da mesma vida...

Carta ao Criart

Boa Vista/RR, 03 de Março de 2008.


Hoje acordei não sei como, com a cabeça não onde, perdido em um lugar que eu desconheço. Recebendo uma atenção que não mereço e me olhando refletido no espelho do banheiro. Me vi ainda chorando deitado em uma cama e ouvindo uma música de um rádio, lembrando de uma semana atrás ter entrado em um mundo de sonhos. Levantei, mexi em uns livros, revirei uns papéis, e encontrei a melhor forma de nossas lembranças estarem sempre perto: fotos. Encontrei fotos com milhares de diferentes sorrisos, encontrei nos olhos muitos sonhos e desejos que eram ligados por uma veia que corre sangue de gente batalhadora direto do coração.
Me fascinei, e ai então me dei conta, que hoje eu já tinha acordado, com a cabeça não sei onde e me deleitei com um imenso desejo de estar perto, próximo, dentro, com um desejo de também me tornar gente e de me encontrar com o refleto no espelho, olhar dentro dos meus olhos e vê que também tenho uma veia que é ligada ao coração.
Há uma semana atrás despertei, conheci, fui curioso e descobri neles fraquezas que também eram minhas. Ouvi palavrões em momentos de raiva, por talvez um descuido com a disciplina, vi cair suor, mãos sujas, cansaço pesando nas costas, uma firmeza nos pés, e uma mudança estava sendo feita. Ainda na construção desse sonho, fui tijolo, pedra, cimento, cerâmica, fui barro assim como também fui água, que corria umedecia na construção.
Por final de tudo, não tinha acordado, mas todos os personagens eram verdades, todos esses corpos com tantas fraquezas, eram riquezas, eram saudades, amores e paixões. Na lágrima que agora corre pelo rosto me faz ter certeza que também sonho, sou gente, tenho desejo, e minhas confissões, sou um fantasminha, uma formiga fofoqueira, falando só em meus monólogos sobre o meu próprio membro, e sou eu est membro, com medo de um certo lobo mau,mas com os pés firmes sob um céu de poesias, conhecendo e desconhecendo, vivendo e contemplando uma família, e eu inserido nessa família, em busca de um desejo. Criart Teatral é formado por meninas e meninos como João e Maria que não temem nenhum perigo, pois confiam em si mesmos, e em nenhum momento serão capazes de desistir de seus sonhos.

Rogério Martins

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Talvez

Outra página da mesma vida...

Recebi esse poema de uma pessoa muito especial, acho que ja até postei alguma vez, mas estou postando de novo, pois ele está me ajudando muito por estes dias!!!

Talvez
Autor: Aristóteles Onassis


"Talvez eu venha a envelhecer rápido demais.
Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.
Talvez eu sofra inúmeras desilusões
no decorrer de minha vida.
Mas farei que elas percam a importância
diante dos gestos de amor que encontrei.
Talvez eu não tenha forças
para realizar todos os meus ideais.
Mas jamais irei me considerar um derrotado.
Talvez em algum instante
eu sofra uma terrível queda.
Mas não ficarei por muito tempo
olhando para o chão.
Talvez um dia o sol deixe de brilhar.
Mas então irei me banhar na chuva.
Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.
Mas jamais irei assumir o papel de vítima.
Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos.
Mas terei humildade para aceitar as mãos
que se estenderão em minha direção.
Talvez numa dessas noites frias,
eu derrame muitas lágrimas.
Mas não terei vergonha por esse gesto.
Talvez eu seja enganado inúmeras vezes.
Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar
alguém merece a minha confiança.
Talvez com o tempo eu perceba
que cometi grandes erros.
Mas não desistirei de continuar
trilhando meu caminho.
Talvez com o decorrer dos anos
eu perca grandes amizades.
Mas irei aprender que aqueles que realmente são
meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.
Talvez algumas pessoas queiram o meu mal.
Mas irei continuar plantando a semente da
fraternidade por onde passar.
Talvez eu fique triste ao concluir
que não consigo seguir o ritmo da música.
Mas então, farei que a música
siga o compasso dos meus passos.
Talvez eu nunca consiga enxergar um arco-íris.
Mas aprenderei a desenhar um,
nem que seja dentro do meu coração.
Talvez hoje eu me sinta fraco.
Mas amanhã irei recomeçar,
nem que seja de uma maneira diferente.
Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias.
Mas terei a consciência que os verdadeiros
ensinamentos já estão gravados em minha alma.
Talvez eu me deprima por não ser capaz
de saber a letra daquela música.
Mas ficarei feliz com as outras
capacidades que possuo.
Talvez eu não tenha motivos
para grandes comemorações.
Mas não deixarei de me alegrar
com as pequenas conquistas.
Talvez a vontade de abandonar tudo
torne-se a minha companheira.
Mas ao invés de fugir,
irei correr atrás do que almejo.
Talvez eu não seja exatamente
quem gostaria de ser.
Mas passarei a admirar quem sou.
Porque no final saberei que,
mesmo com incontáveis dúvidas,
eu sou capaz de construir uma vida melhor.
E se ainda não me convenci disso,
é porque como diz aquele ditado:
“ainda não chegou o fim”
Porque no final não haverá nenhum “talvez”
e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena
e eu fiz o melhor que podia."